1. Deixar de viver acima das possibilidades reais dos país
Não é sustentável continuar a pedir dinheiro emprestado ao exterior para pagar salários de funcionários públicos e empresas públicas falidas. Reestruturar consumos, instituir objectivos claros e transparentes. Mudar o modo como viver e gastar. Trabalhar melhor para poupar mais e ganhar de verdade.
2. Prioridade à formação, à educação, à cultura e à investigação
Reforçar os orçamentos dos ministérios da educação, da cultura e da ciência e ensino superior em detrimento dos da defesa e das obras públicas. A sociedade do futuro é feita de conhecimento. Só se estivermos bem preparados nas competências adquiridas, podemos ser mais produtivos e mais competitivos internacionalmente.
3. Apostar em sectores em que podemos ser realmente competitivos, com massa critica que nos pode diferenciar
Dizer que temos de apostar nos bens transaccionáveis é demasiado vago e abstracto. A aposta deve ir para sectores como o turismo, as indústrias ligadas ao mar e à floresta, produtos tradicionais (vinho, azeite, produtos agrícolas, etc), o calçado e o têxtil, o vidro e a cerâmica, as energias renováveis, as novas tecnologias, os serviços inovadores ou o sector automóvel. Tudo isto com o incentivo para a incorporação de tecnologia e design, aproximando as universidades e os centros de investigação das empresas e dinamizando e credibilizando a marca Portugal no exterior. Fomentar o associativismo nestes sectores por forma a ganharmos escala e maximizar investimentos.
4. Reduzir a dependência energética do exterior
Incentivar a criação de clusters de produção de energias renováveis, desde a produção industrial das infraestruturas ao equipamento, software e exploração. Estabelecendo metas de redução dessa despesa e atingindo-as. Aumentar os incentivos à compra de veículos eléctricos.
5. Requalificar o património urbano, cultural e natural
Não centrar apenas as atenções na requalificação urbana, mas entender o território como algo único, inimitável e exportável pelo turismo. Cidades, monumentos, parques e zonas protegidas devem ser alvo de intervenções de requalificação e melhoramento para se tornarem atractivas aos visitantes domésticos e internacionais.
6. Terminar com as parcerias público-privadas e os projectos megalómanos
Estes projectos hipotecam o nosso futuro, está mais do que demonstrado. Apenas beneficiam a banca e algumas empresas de construção que sempre viveram à custa do Estado. Se não conseguem ser competitivas no mercado livre, mais vale terminarem a sua actividade.
7. Reformular o sistema judicial
Dar a hipótese aos agentes da Justiça para resolverem internamente os problemas que transformaram num caos o actual sistema de Justiça. Se, num prazo útil, os agentes da justiça não se entenderem, implementar um sistema de um país que funcione, não cedendo a corporações ou a poderes instalados e reformulando o sistema inteiro.
8. Emagrecer o Estado
Não é possível ter um economia competitiva quando o Estado assume 60% do peso do funcionamento global do país. Mais de 6 000 000 de pessoas vivem directa ou indirectamente do Estado (funcionários públicos, desempregados, pensionistas, subsidiados, bolsistas, empresas públicas e municipais, empresários e empresas cuja principal receita vem de contratos com o Estado, etc).
O Estado deve estar apenas nas seguintes áreas:
a) de soberania (defesa e segurança, representação externa e, justiça);
b) em algumas áreas estratégicas (banca, energias renováveis, correios, gestão dos portos e aeroportos, fornecimento de água e comunicação social através de uma televisão e uma rádio públicas que não se posicionem como concorrência às televisões e rádio privadas);
c) onde a concorrência ou a simples presença do sector empresarial privado não é garantia dos interesses dos cidadãos, sobretudo os mais desprotegidos (transportes em zonas isoladas, saúde, educação, gestão do património cultural);
d) como regulador forte e eficaz;
e) capacidade de reduzir o números de funcionários públicos.
9. Transformar Portugal em porta de entrada marítima para a Europa
a) Munir os portos de todas as estruturas logísticas e operacionais por forma a serem os mais competitivos do espaço europeu;
b) Estabelecer um estrutura ferroviária eficaz de acesso a Espanha para expedição de mercadorias para o resto da Europa.
10. Reduzir a despesa corrente do Estado
a) Diminuir a 20% as despesas em eleições e em publicidade institucional. A internet, a televisão e a rádio pública são meios mais do que suficientes para fazer passar as mensagens do Estado e os programas políticos a todos os cidadãos;
b) Terminar as consultorias e rentabilizar e maximizar os recursos humanos da administração pública;
c) Extinguir 90% dos institutos e fundações existentes que apenas duplicam as funções do Estado.
d) Extinguir as empresas municipais e integrar as suas competências nas autarquias, reduzindo o número de efectivos e adequando a massa salarial à restante função pública;
e) Equivaler a massa salarial do conjunto restrito de empresas públicas à restante função pública;
f) Instituir um sistema de prémios e penalizações na função pública em função da produtividade, do mérito e do cumprimento de objectivos;
g) Reduzir os gastos com o Parlamento e com a Presidência em 30%;
h) Instituir um tecto máximo para as reformas de €5.000;
j) Instituir tectos máximos máximos de vencimentos para todos os funcionários do Estado, tendo como base, e de acordo com a responsabilidade da função desempenhada, os salários de deputado, Primeiro-Ministro e Presidente da República;
k) Reduzir em 50% os consultores e as despesas de representação dos cargos públicos;
l) Terminar com as acumulações de reformas e vencimentos;
m) Estabelecer plafonds austeros em gastos como deslocações, comunicações e contratações de serviços externos em todas as entidades estatais;
n) Acabar com as deduções fiscais para empresas e particulares.
11. Reforma do estado social
Como está o estado social é insustentável, todos sabemos.
Assim, o principio de universalidade em sectores como a saúde e a educação devia ser alterado.
a) Quem apresenta rendimentos superiores a 2 500 euros/mensais, deveria pagar para ter acesso à saúde e ensino estatal. Em opção poderia optar pelos sistemas privados;
b) O subsídio de desemprego deveria ter uma duração máxima de 6 meses, sendo que se o desempregado não conseguisse emprego durante esse período teria de fazer formação de reciclagem e acréscimo de novas competências por mais 6 meses;
c) O RSI deveria ser substituído por bolsas de formação pagas.
12. Cultivar o mérito, o rigor e a ética
a) Os cargos públicos devem ser preenchidos por quem tem mérito. Tirando os cargos políticos, todos os outros devem ser admitidos através de concursos transparentes;
b) Cultivar na sociedade o sentido ético e o dever da denúncia quando este não está presente. O Estado deve dar o exemplo na máxima “o rigor e o trabalho são premiados”;
c) Responsabilizar criminalmente aqueles que têm responsabilidade na má utilização de recursos públicos ou que utilizam os seus poderes, pelos cargos que exercem, para benefício próprio, de outros ou de alguns grupos ou sectores da sociedade;
d) Promover a cultura do trabalho. Só sendo mais produtivos podemos ser mais ricos e este princípio tem de ser entendido por toda a sociedade.
e) Feriados durante a semana passam para segunda-feira (excepto Ano Novo, 1 Maio, 10 Junho e Natal) para evitar pontes, e com isso perdas de dinheiro desnecessários. Tal como se faz em Inglaterra, França, Alemanha, EUA…
13. Ordenamento territorial
a) Reduzir o número de freguesias e municípios, em métodos de fusão;
b) Acabar com os governos civis;
c) Instituir cinco regiões administrativas, eliminando os distritos.
14. Reforma da República e Constituição
a) Sistema Eleitoral de círculos uninominais;
b) Diminuição do número de deputados;
c) Permitir que outras instituições e organizações devidamente legalizadas e organizadas, para além dos partidos políticos, já possível em eleições autárquicas, concorram a eleições legislativas e regionais.
d) Menos Ministérios e Secretarias de Estado, tornado-os de denominação e quantidade fixa, qualquer governo novo que haja, à semelhança da estrutura executiva dos EUA e Reino Unido;
e) Mandatos presidenciais únicos de sete anos;
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IG+VB